Em entrevista à Rádio Jovem Pan News Fortaleza 92,9, nesta terça-feira (6), o deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza pelo PL, André Fernandes, declarou que seu primeiro ato como prefeito da capital, se for eleito, será a revogação da Taxa do Lixo. A cobrança foi instituída em 2023, por iniciativa do atual prefeito José Sarto (PDT), sob protestos da oposição.
"O André gestor, no primeiro dia de mantato, com a Câmara de Vereadores funcionando, revoga a lei da Taxa do Lixo, que é ilegal. Quando o Marco do Saneamento diz que a Prefeitura tem que criar a Taxa do Lixo ou mostrar um estudo que a Prefeitura tem orçamento para coletar lixo, a atual gestão mostrou. Um ano depois, no final de 2022, Sarto envia à Câmara de Vereadores um projeto de lei sem justificativa alguma, dizendo ao público que seria obrigado a criar a taxa. Criou de forma ilegal", afirmou André Fernandes ao jornalista Tiago Lima.
Questionado sobre a renovação dos alvarás de funcionamento para empresas em Fortaleza, medida criada ainda na gestão do então prefeito Roberto Cláudio, André Fernandes prometeu mudanças no processo, caso assuma o Paço Municipal.
"Nós temos que mudar. É algo complexo, que tem que ser estudado, mas sou absolutamente contra. Nossa gestão é por menos burocracia, menos Estado, menos interferência, menos sufoco ao empreendedor, e mais facilidade. Quanto menos o Estado atrapalhar, mais ele vai estar ajudando ao povo", complementou.
Pré-candidatura à Prefeitura de Fortaleza
Em novembro do ano passado, o Partido Liberal confirmou que vai disputar a Prefeitura de Fortaleza, em 2024, com o nome do deputado federal André Fernandes. As discussões no partido vinham se afunilando entre ele e o deputado estadual Carmelo Neto, mas a sigla vinha convergindo em torno de Fernandes.
André Fernandes foi líder de votos na bancada cearense da Câmara dos Deputados, em 2022, e também na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), em 2018, quando foi eleito para seu primeiro mandato político.
Próximo de Bolsonaro desde antes de ele se eleger à presidência, André teve passagem na Assembleia marcada por tensões com os colegas de casa, tendo chegado a ser suspenso do mandato por um mês como resultado de um processo no Conselho de Ética, por acusar um outro deputado de integrar facção criminosa sem apresentar provas.




