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Câmara aprova lei que criminaliza uso de inteligência artificial para criar cenas de nudez

Projeto eleva as punições para quem produzir, fotografar, filmar ou divulgar conteúdo de intimidade sexual não autorizado

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Câmara aprova lei que criminaliza uso de inteligência artificial para criar cenas de nudez
Foto: GCMais

Os deputados federais aprovaram, nessa quinta-feira (7), um projeto de lei que criminaliza a criação e divulgação de imagens de nudez e conteúdo sexual geradas por inteligência artificial. O texto propõe penas de 1 a 4 anos de prisão, além de multa, para quem cometer esse tipo de crime sem o consentimento da pessoa envolvida. O projeto segue agora para análise do Senado.

O relatório da deputada Luisa Canziani (PSD-PR) destaca que a criação de montagens de conteúdo sexual sem consentimento é uma séria violação da privacidade e intimidade, podendo causar danos emocionais e psicológicos às vítimas. A proposta, de autoria da deputada Erika Kokay (PT-DF), também prevê aumento da pena em casos relacionados a atividade profissional, comercial ou funcional.

“A criação de montagens de conteúdo sexual sem o consentimento das pessoas envolvidas é uma violação séria da privacidade e da intimidade que pode causar sérios danos emocionais e psicológicos às vítimas, prejudicando sua dignidade e autoestima”, disse a relatora Canziani.
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Além da criminalização do uso de IA para criar cenas de nudez, o projeto eleva as punições para quem produzir, fotografar, filmar ou divulgar conteúdo de intimidade sexual não autorizado. Atualmente, a condenação prevista é de 6 meses a 1 ano de detenção. A proposta também trata da divulgação de cenas de estupro de vulnerável e simulação de participação de crianças em atos sexuais, estabelecendo penas de 2 a 6 anos de reclusão e multa nestes casos.

Lei criminaliza uso de inteligência artificial para criar cenas de nudez

No contexto do incidente, o termo “Deepfake”, derivado da combinação de “deep learning” e “fake”, ganha destaque. Essa técnica, baseada em inteligência artificial, é frequentemente utilizada para manipulação de imagens e sons humanos. O processo envolve a aplicação de aprendizado de máquina, como a Rede Generativa Adversarial, para sintetizar elementos visuais ou auditivos em materiais existentes. O uso predominante dessa técnica inclui a criação de vídeos falsos com conotação sexual envolvendo celebridades, prática conhecida como pornografia de vingança.

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A pornografia Deepfake, disseminada principalmente em fóruns online, enfrentou proibições em diversas plataformas, incluindo Reddit, Twitter e Pornhub. Além da exploração na esfera sexual, essa tecnologia pode ser empregada para gerar notícias falsas e enganos maliciosos. O desenvolvimento dessas técnicas de manipulação de vídeo tem dado origem a aplicativos como o FakeApp e o Deep Voice, ampliando as possibilidades de criação de conteúdo falso.

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Apesar da falta de legislação específica, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei destinado a criminalizar a prática do Deepfake no Brasil. A proposta busca coibir o uso dessa tecnologia para criar vídeos ou imagens íntimas falsas, protegendo os indivíduos diante das implicações éticas e legais desse avanço tecnológico.

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