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Isabelle Caracristi estava grávida, revela irmão após morte da universitária em Fortaleza

Rafael Magalhães contou à TV Cidade Fortaleza que a gravidez foi descoberta por meio de um teste realizado após a morte da jovem; investigação continua em Fortaleza

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Isabelle Caracristi estava grávida, revela irmão após morte da universitária em Fortaleza
Isabelle foi encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, na última semana. Foto: Reprodução

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, estava grávida quando morreu em Fortaleza. A informação foi revelada pelo irmão dela, o psicólogo clínico Rafael Magalhães, ao falar com a TV Cidade Fortaleza na manhã desta segunda-feira (21). Segundo ele, a gravidez foi descoberta por meio de um teste.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará. Até o momento, não foi informado o tempo de gestação, nem outros detalhes sobre o resultado do teste. A investigação também ainda não concluiu oficialmente a dinâmica da morte.

Leia também: Imagens sugerem que namorado de Isabelle Caracristi pode ter sido casado anteriormente

Isabelle foi encontrada morta na noite de domingo (13), no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), o óbito ocorreu por volta das 20h40.

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O que a perícia já identificou na morte de Isabelle

O laudo cadavérico elaborado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou politraumatismo, com lesões no corpo de Isabelle compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais realizados até o momento tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.

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Esses resultados não determinaram, por si só, como ocorreu a morte. A SSPDS informou que somente após a conclusão dos trabalhos periciais e das demais diligências será possível estabelecer a dinâmica dos fatos que levaram à morte da estudante.

A Polícia Civil também continua analisando as imagens das câmeras de segurança do condomínio. Segundo a SSPDS, os investigadores conseguiram estabelecer, a partir das gravações, uma cronologia dos deslocamentos de Isabelle e do namorado.

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As imagens continuam sendo examinadas juntamente com outros elementos reunidos no inquérito.

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Polícia procura namorado de Isabelle e apreende aparelhos

No domingo (20), novas diligências foram realizadas em Fortaleza e na Região Metropolitana. A Polícia Civil localizou a mãe do namorado de Isabelle na praia do Cumbuco, em Caucaia.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido, e um celular e um tablet da mulher foram recolhidos. Os equipamentos serão submetidos a perícia.

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Equipes da Polícia Civil também realizam diligências para localizar o namorado de Isabelle. Segundo a SSPDS, ele ainda não foi encontrado e está sendo procurado.

O celular de Isabelle também já passou por perícia, e o conteúdo do aparelho está sendo analisado pelos investigadores.

Até domingo (20), quatro pessoas haviam prestado depoimento à Polícia Civil. Outras quatro oitivas estavam agendadas.

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Pefoce voltou ao condomínio onde Isabelle morava

Também no domingo, uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce retornou ao condomínio onde Isabelle vivia com o namorado e familiares dele.

Foram realizadas perícias complementares nas áreas comuns do prédio e no apartamento. Os peritos também fizeram uma nova coleta de vestígios de DNA.

Um drone foi utilizado para produzir novas imagens do local. O material será analisado junto aos demais elementos obtidos durante a investigação.

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A causa jurídica e a dinâmica da morte ainda não foram oficialmente esclarecidas.

O que a mãe relata sobre o relacionamento

Além das diligências policiais, a família de Isabelle passou a relatar episódios relacionados ao relacionamento da estudante.

A mãe dela, a professora universitária Isorlanda Caracristi, afirmou que a filha conheceu o namorado em um escritório de advocacia onde havia começado um estágio. Segundo a professora, o homem era um dos chefes da jovem e tinha cerca de dez anos a mais que ela.

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Isorlanda relatou que o relacionamento começou cerca de dez dias depois do início do estágio. Ela também afirmou ter percebido comportamentos que considerava controladores.

Entre os episódios citados pela mãe estão uma consulta médica em que, segundo ela, o namorado teria tentado acompanhar Isabelle na sala e pedidos relacionados a questões financeiras. Isorlanda afirmou que ele teria pedido o cartão de crédito da filha e sugerido colocar uma empresa em nome dela.

A professora também declarou que chegou a alertar Isabelle sobre a relação e que pretendia tomar providências para que a filha se afastasse do namorado.

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Esses relatos são da mãe da estudante e não foram apresentados pela Polícia Civil como conclusão sobre o relacionamento ou como explicação para a morte.

Últimas horas de Isabelle antes da morte

Segundo Isorlanda, Isabelle passou parte do fim de semana com a família e reclamava de dor no pescoço. No domingo, recebeu um relaxante muscular da mãe e informou que iria a uma missa e a uma procissão com o namorado e familiares dele antes de retornar ao condomínio.

Por volta das 19h, segundo o relato da professora, Isabelle enviou uma mensagem dizendo que havia deixado uma comida na air fryer. Pouco depois, mandou outra mensagem para a mãe: “Mãe, eu te amo”.

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Isorlanda contou que a filha costumava enviar uma mensagem de boa noite diariamente, mas isso não aconteceu naquela noite.

Na manhã seguinte, a professora tentou falar com Isabelle várias vezes, mas não conseguiu. Ela também tentou contato com o namorado da filha. Segundo seu relato, não houve resposta, e ela percebeu que havia sido bloqueada nas redes sociais dele.

Diante da falta de notícias, Isorlanda chamou o irmão e foi até o condomínio. De acordo com a professora, funcionários do prédio inicialmente não informaram o que havia acontecido. Ela e o irmão foram encaminhados à síndica, que teria comunicado a morte da estudante.

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A família afirma que não recebeu a notícia diretamente do namorado ou de familiares dele.

Família cobra respostas sobre o caso

A morte de Isabelle levou a família a cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias do caso.

Isorlanda publicou um vídeo nas redes sociais e também falou à TV Cidade sobre a relação da filha e sobre a busca por respostas. Em uma das declarações, afirmou: “É muito fácil manipular uma mente de um jovem”.

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A professora também fez um alerta a outras famílias: “Não se deixem enganar pelas aparências”.

Rafael Magalhães, irmão de Isabelle e psicólogo clínico, também afirmou que a família ainda tem dúvidas sobre o que aconteceu. Em entrevista à TV Cidade, ele declarou: “Tem muita coisa por trás”.

As declarações dos familiares representam a versão e as percepções da família e não constituem conclusão da investigação policial.

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O que ainda falta esclarecer na investigação

Até o momento, a Polícia Civil ainda não determinou oficialmente a dinâmica da morte de Isabelle Caracristi. A investigação reúne depoimentos, imagens de câmeras de segurança, análise do celular da estudante e exames realizados pela Pefoce.

O laudo cadavérico identificou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames laboratoriais realizados não identificaram substâncias de interesse toxicológico.

A Polícia Civil também realiza novas diligências, enquanto a perícia complementa a coleta de vestígios no condomínio e no apartamento.

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A nova informação sobre a gravidez foi revelada pela família nesta segunda-feira (21), após a realização de um teste depois da morte. Até o momento, não há informação oficial indicando qualquer relação entre a gravidez e as circunstâncias da morte.

A conclusão sobre o que aconteceu com Isabelle depende do avanço das investigações e da análise conjunta dos elementos policiais e periciais.

Denúncias para a polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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