A família de Isabelle Caracristi, de 22 anos, ainda tenta entender as circunstâncias da morte da universitária encontrada no pátio de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza. Em entrevista exclusiva à TV Cidade, o irmão dela, o psicólogo clínico Rafael Magalhães, relatou o impacto da perda e afirmou que os familiares aguardam os resultados da perícia e o avanço da investigação policial.
Isabelle foi encontrada morta no domingo (13). A causa da morte ainda não foi determinada, e o caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Segundo informações repassadas à família, o laudo cadavérico da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) pode levar até 30 dias para ser concluído.
Rafael conta que a família foi surpreendida pela morte e que a notícia provocou forte impacto entre os parentes. Segundo ele, a avó de Isabelle precisou de atendimento hospitalar após saber da morte da neta, enquanto a mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, passou a enfrentar dificuldades para dormir.
“A nossa família está estarrecida diante de tudo o que aconteceu”, afirma Rafael.
O psicólogo explica que os familiares são muito próximos e que, diante da situação, também passaram a se preocupar com a própria segurança. Ele afirma que a família ainda não sabe quem são as pessoas que podem ter informações sobre os acontecimentos que antecederam a morte de Isabelle.
Irmão relata mobilização da família
Além de aguardar o trabalho da Polícia Civil e os resultados dos exames periciais, a família de Isabelle decidiu se mobilizar para tentar obter informações que possam ajudar a esclarecer o caso.
Rafael afirma que duas advogadas acompanham a família no processo e que os parentes também estão utilizando as redes sociais para ampliar a divulgação do caso.
“Nós estamos fazendo as mobilizações e o Instagram das Irlandas, a gente está fazendo alguns vídeos, estamos fazendo contatos com TVs para que também a voz da minha mãe seja clara e, ao mesmo tempo, a gente busque justiça pela minha irmã Isabel”, relata.
Segundo ele, a intenção é reunir informações de pessoas que possam conhecer a rotina de Isabelle, o condomínio ou os acontecimentos que antecederam a morte da jovem.
Rafael fala sobre o que conhecia da irmã
Isabelle cursava Direito e, conforme relatado anteriormente pela mãe, tinha planos de seguir carreira na advocacia, com interesse pela área criminal. A jovem também teria iniciado um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de Isabelle ter provocado a própria morte, Rafael afirmou que, pelo que conhecia da irmã, não identificava características que, na percepção dele, indicariam esse tipo de comportamento.
Na entrevista, ele fez a ressalva de que falava tanto como irmão quanto como psicólogo clínico. Rafael descreveu Isabelle como uma jovem vaidosa, com planos profissionais e interesse em atuar na defesa de crianças e mulheres.
“Isabelle não era esse tipo de pessoa”, afirma Rafael.
Ele acrescenta que, segundo o que conhecia da irmã e as informações de que dispunha, ela não tinha diagnóstico psiquiátrico que, na visão dele, indicasse uma situação de alerta.
A declaração, no entanto, representa a percepção pessoal de Rafael sobre a irmã e não estabelece a causa da morte. A investigação policial e o laudo cadavérico é que deverão esclarecer as circunstâncias do caso.
Família quer entender o que aconteceu antes da morte
Para Rafael, ainda existem perguntas sobre os acontecimentos que antecederam a morte de Isabelle. Ele afirma que a família busca compreender o que estava acontecendo no condomínio e dentro do relacionamento da jovem.
“Tem muita coisa por trás”, afirma o irmão.
Segundo Rafael, Isabelle não está mais presente para responder às perguntas da família, o que torna ainda mais importante, na avaliação dele, que pessoas que tenham informações sobre o período anterior à morte procurem os familiares ou as autoridades.
“Para a gente entender um pouco sobre o que estava acontecendo no condomínio, o que estava acontecendo dentro dessa relação”, explica.
A mãe de Isabelle já havia relatado publicamente que a filha mantinha um relacionamento e que passou a permanecer cada vez mais tempo na residência do namorado. Essas informações fazem parte do relato da mãe e, até o momento, não representam uma conclusão da investigação policial.
Investigação ainda busca esclarecer causa da morte
A Polícia Civil ainda não divulgou uma conclusão sobre o que provocou a morte de Isabelle. A SSPDS informou anteriormente que equipes da Polícia Militar e da Pefoce foram acionadas, e que o laudo cadavérico será fundamental para determinar a causa do óbito.
Enquanto aguardam os resultados da perícia, os familiares afirmam que pretendem continuar acompanhando a investigação e buscando informações que possam contribuir para esclarecer o caso.
Rafael diz confiar no trabalho das autoridades, mas afirma que a família também pretende atuar para que a história de Isabelle seja esclarecida.
O pedido dos familiares, neste momento, é por respostas sobre os acontecimentos que antecederam a morte da universitária. Até a conclusão dos exames e das investigações, não há confirmação oficial sobre a causa do óbito nem atribuição de responsabilidade criminal a terceiros.




