Fortaleza registrou 24 casos positivos de raiva em morcegos entre janeiro e setembro de 2026, segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) repassadas para o GCMAIS. Diante da circulação do vírus em animais silvestres, as autoridades reforçam a importância da vacinação de cães e gatos e orientam a população sobre como evitar situações de risco.
Fortaleza não registra casos de raiva humana há 23 anos. O último registro ocorreu em 2003. Mesmo sem novos casos em pessoas nesse período, a identificação do vírus em morcegos mantém o alerta das autoridades sanitárias para a prevenção da doença.
A orientação é não tocar ou tentar capturar morcegos e outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento fora do habitual. Cães e gatos também devem ser impedidos de ter contato com esses animais.
Vacinação de cães e gatos é uma das formas de prevenção
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a vacinação de cães e gatos é fundamental para evitar a circulação do vírus no ciclo urbano e reduzir o risco de transmissão para a população.
Em maio, a Prefeitura de Fortaleza já havia feito um alerta para a vacinação de cães e gatos após a confirmação de 11 casos de raiva em morcegos no ano. Desde então, o número de registros positivos em animais silvestres chegou a 24 entre janeiro e setembro.
A assessora técnica do setor de Vigilância da Raiva, Társsila Mara, explicou que cães e gatos podem entrar em contato com morcegos infectados quando esses animais aparecem dentro de residências.
“Quando eles [animais infectados] adoecem, eles ficam caídos na residência. E quando eles caem, uma vez caídos, cão e gato vão lá e pegam esses animais, né? Com hábito de caça ou de brincar. E essa é a questão do nosso risco. É por aí que nós temos que se preocupar com a vacinação.”
O que fazer ao encontrar um morcego
A recomendação das autoridades é não tentar capturar morcegos ou outros animais silvestres. O cuidado deve ser redobrado quando o animal estiver caído, voando durante o dia ou apresentar comportamento incomum.
A circulação do vírus entre animais silvestres pode representar risco para cães e gatos que tenham contato com morcegos infectados. Por isso, animais domésticos que tiveram esse tipo de contato devem ser avaliados por médicos-veterinários e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZ).
Além do monitoramento epidemiológico, as equipes da Vigilância em Zoonoses realizam visitas domiciliares, ações educativas e orientações sobre as formas de prevenção da raiva em Fortaleza.
O que fazer em caso de mordida ou arranhão
A raiva é uma doença causada por um vírus que atinge o sistema nervoso dos mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos. A transmissão pode ocorrer principalmente por meio de mordidas, arranhões ou contato com a saliva de animais infectados.
Em caso de mordida, arranhão ou outro contato considerado suspeito com um animal potencialmente infectado, a orientação é lavar imediatamente o local atingido com água e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde.
A doença apresenta alta taxa de letalidade após o surgimento dos sintomas, segundo as informações da Secretaria Municipal da Saúde. Por isso, as medidas de prevenção, incluindo a vacinação dos animais domésticos, são consideradas fundamentais.
Quem pode receber a vacina antirrábica?
A vacinação antirrábica é indicada para cães e gatos a partir de três meses de idade.
Durante a campanha, alguns animais devem ter a imunização adiada. É o caso de fêmeas gestantes, animais doentes ou que estejam em período de recuperação. Nessas situações, a orientação é seguir a avaliação dos serviços de saúde animal.
Onde vacinar cães e gatos em Fortaleza
A Prefeitura de Fortaleza mantém unidades permanentes de vacinação antirrábica para cães e gatos durante todo o ano. Os locais podem ser procurados pelos tutores que não conseguirem participar da mobilização da campanha.
Confira os pontos informados pela Secretaria Municipal da Saúde:
Regional de Saúde I
- Posto de Saúde João Medeiros — Avenida Dr. Abísio Rodrigues, 982, Vila Velha.
Regional de Saúde II
- Posto de Saúde Paulo Marcelo — Rua 25 de Março, 607, Centro.
- Posto de Saúde Aída Santos — Rua Trajano de Medeiros, 813, Vicente Pinzón.
Regional de Saúde III
- Posto de Saúde Rigoberto Romero — Avenida Alameda das Garças, 195, Cidade 2000.
Regional de Saúde V
- Posto de Saúde Maciel de Brito — Avenida S/N, Conjunto Ceará.
Regional de Saúde VI
- Rua Cel. Dionísio Alencar, 264, Messejana.
Unidade de Vigilância de Zoonoses (sede)
- Rua Betel, 2890, Rachel de Queiroz.
- Atendimento diário, inclusive aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h.
Regional de Saúde IV
- Av. da Liberdade, 65, Autran Nunes.
A orientação das autoridades é manter cães e gatos vacinados e evitar o contato com animais silvestres. A adoção desses cuidados reduz as possibilidades de circulação do vírus no ambiente urbano e contribui para a prevenção de casos em animais e seres humanos.




