A decisão de disputar um novo mandato no Senado em 2026 não fazia parte dos planos iniciais de Cid Gomes (PSB). Em entrevista ao podcast Café com Verdade, do Grupo Cidade de Comunicação, o senador revelou que sua intenção era abrir espaço para uma nova liderança do partido, mas acabou mudando de posição após uma articulação envolvendo o deputado federal Júnior Mano (PSB), o governador Elmano de Freitas (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a entrevista, conduzida pelo jornalista Tiago Lima, Cid explicou que a decisão foi tomada depois de sucessivos pedidos para que permanecesse como candidato ao Senado.
"Antes de qualquer coisa, foi um pedido do próprio Júnior Mano. Depois esse pedido foi reiterado pelo governador Elmano e até pelo presidente Lula. Diante disso, resolvi assumir essa missão."
Segundo o senador, a ideia inicial era apoiar a candidatura de Júnior Mano à Casa Legislativa, permitindo a renovação dos quadros políticos do PSB. No entanto, o próprio deputado federal defendeu que Cid permanecesse como candidato.
Renovação sempre foi um objetivo
Durante a conversa, Cid afirmou que sempre procurou estimular o surgimento de novas lideranças políticas e disse que essa postura acompanha toda a sua trajetória pública. Para explicar esse pensamento, utilizou uma comparação que costuma fazer quando fala sobre formação de novos quadros.
"Existem dois tipos de político: o político mangueira, que não deixa nascer nada debaixo dele, e o político cajueiro, que permite que outras plantas cresçam. Eu sempre procurei ser esse segundo tipo."
Segundo ele, abrir espaço para outras lideranças sempre foi uma preocupação, razão pela qual inicialmente não pretendia disputar um novo mandato.
Fortalecer o PSB é prioridade
Embora tenha aceitado concorrer novamente ao Senado, Cid afirmou que sua principal missão nas eleições de 2026 vai além da própria reeleição. O senador disse que pretende trabalhar para ampliar a representação do PSB no Ceará, fortalecendo as bancadas da legenda tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa.
"Mais importante do que minha reeleição é fazer uma boa bancada de deputados federais e estaduais. Esse é o principal objetivo que estabeleci para o partido."
Na avaliação do parlamentar, uma bancada fortalecida permitirá que o PSB tenha maior influência na defesa dos interesses do Ceará nos próximos anos.
Júnior Mano será o primeiro suplente
Como parte do entendimento político que resultou em sua candidatura, Cid confirmou que Júnior Mano será o primeiro suplente na chapa ao Senado. Apesar disso, o senador fez questão de afastar qualquer especulação sobre uma eventual renúncia para permitir que o aliado assuma o mandato futuramente.
Segundo ele, quem pede votos já planejando deixar o cargo comete um desrespeito ao eleitor.
"Eu seria um crápula se dissesse: 'vote em mim que depois eu renuncio para outra pessoa assumir'. Isso não existe. Quem faz isso engana o eleitor."
Cid afirmou que, se for reeleito, pretende exercer integralmente os oito anos de mandato, ressaltando que o suplente existe para situações excepcionais, como impedimentos de saúde ou outras circunstâncias previstas em lei.




