A deputada federal Dayany Bittencourt afirmou nesta quinta-feira (21) que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultará na perda de seu mandato representa um caso de “violência política de gênero”. A medida altera a composição da bancada cearense na Câmara dos Deputados após a anulação dos votos recebidos por Heitor Freire nas eleições de 2022.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Dayany disse estar “triste” e “abalada” com a decisão judicial. A parlamentar também relacionou o desfecho do processo ao cenário político de 2026 e afirmou que a medida teria impacto direto sobre o grupo político liderado por Capitão Wagner, seu marido e pré-candidato ao Senado.
“Isso é violência política de gênero. O sistema todo se uniu para prejudicar o meu marido, o Capitão Wagner, e tentou nos enfraquecer com essa decisão absurda”, declarou.
A decisão do TSE provocará uma retotalização dos votos válidos para deputado federal no Ceará, modificando a distribuição das cadeiras da bancada cearense em Brasília.
Entenda por que Dayany Bittencourt perdeu o mandato
A mudança ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral acatar ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral envolvendo os votos recebidos por Heitor Freire, do União Brasil, nas eleições de 2022.
Com a anulação desses votos, foi necessária uma nova contagem do quociente eleitoral e partidário — mecanismo utilizado para definir a divisão das vagas entre os partidos.
Na prática, o União Brasil perde uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com a recontagem, a vaga ocupada por Dayany Bittencourt será destinada ao vereador de Fortaleza Ronaldo Martins, do Republicanos.
A decisão altera diretamente o equilíbrio partidário da representação cearense em Brasília e amplia a disputa política entre grupos de oposição e aliados do governo estadual.
O que Dayany Bittencourt disse após decisão do TSE
No pronunciamento divulgado nas redes sociais, Dayany afirmou que não responde a acusações e destacou que não foi declarada inelegível pela Justiça Eleitoral.
“Dói porque eu não fui acusada de nada. Dói porque eu não cometi nenhum erro, não estou inelegível. Dói porque fiz um mandato limpo, produtivo, dedicado ao Ceará”, afirmou.
A deputada também declarou que pretende continuar atuando politicamente mesmo após deixar a Câmara Federal.
Segundo Dayany, a decisão não encerra sua trajetória política e deve fortalecer sua atuação ao lado dos apoiadores do grupo político liderado por Capitão Wagner.
Como fica a bancada federal do Ceará
Com a retotalização dos votos determinada pelo TSE, Ronaldo Martins deverá assumir a vaga deixada por Dayany Bittencourt nos próximos dias.
A mudança amplia a presença do Republicanos na bancada federal cearense e reduz o espaço do União Brasil na Câmara dos Deputados.
O caso também aumenta a tensão política no Ceará em meio às articulações para as eleições de 2026, especialmente nas disputas para o Senado e para o Governo do Estado.
Capitão Wagner reage à decisão do TSE
Pelas redes sociais, Capitão Wagner criticou a decisão e afirmou que a medida teria motivação política.
“Dayany está abalada, mas vamos seguir fortes e este ano ela irá novamente concorrer a deputada federal”, declarou.
A manifestação reforça a estratégia do grupo político de manter Dayany em evidência mesmo após a perda do mandato.
Qual o impacto político da decisão no Ceará
A decisão do TSE deve ampliar o debate sobre judicialização eleitoral no Ceará e influenciar diretamente os movimentos políticos para 2026.
Nos bastidores, lideranças partidárias acompanham os desdobramentos do caso porque a mudança vai além da redistribuição de vagas na Câmara dos Deputados. O episódio também impacta alianças, estratégias partidárias e a reorganização de grupos políticos no estado.
Para o União Brasil, a perda da cadeira representa redução de espaço institucional em Brasília. Já o Republicanos amplia sua presença política na bancada federal cearense em um momento considerado estratégico para a construção de alianças futuras.




