A influenciadora Paulinha Leite voltou a “bater na trave” na Mega da Virada ao acertar, mais uma vez, a quina do concurso especial da Mega-Sena. Ela divulgou nesta quinta-feira (1º) nas redes sociais o bilhete premiado e comemorou o novo acerto, com tom de provocação à Caixa Econômica Federal. "A Caixa já pode chorar agora", brincou.
Nesta edição, Paulinha acertou cinco das seis dezenas sorteadas, repetindo o desempenho de anos anteriores, em que também levou a quina da Mega da Virada. Apesar de ficar novamente a um número do prêmio bilionário, a influenciadora afirmou que o resultado serve de motivação para continuar apostando em grandes bolões.
A ex-BBB entra no jogo com apostas de alto valor, envolvendo dezenas múltiplas e bolões organizados por sua empresa, a Unindo Sonhos, especializada em loterias. No concurso deste ano, cada aposta que acertou a quina da Mega da Virada recebeu pouco menos de R$ 12 mil, valor dividido entre milhares de ganhadores nessa faixa.
Com a atuação da empresa, Paulinha Leite construiu uma imagem pública ligada à suposta "sorte" em loterias e afirma já ter vencido dezenas de vezes, acumulando cifras milionárias ao longo dos anos. Em edições anteriores da própria Mega da Virada, bolões comandados por ela já haviam registrado múltiplas quinas e centenas de quadras, consolidando fama entre os apostadores assíduos.
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Questões judiciais
Paulinha está envolta em disputa judicial com a Caixa, que questiona o modelo de negócios da influenciadora, com os bolões em valores altos. Mesmo sob contestação jurídica, a influenciadora segue ativa nas redes, expondo os jogos.
No processo, a Caixa argumenta que apenas a própria instituição tem autorização legal para promover serviços lotéricos no Brasil. Com base nisso, o banco pede que a Unindo Sonhos seja impedida de intermediar apostas em território nacional, alegando que a atividade configuraria exploração irregular de serviços lotéricos.
Paulinha Leite, que nas redes sociais se apresenta como “sorte lendária”, contesta a acusação. Segundo ela, a Unindo Sonhos não realiza sorteios nem vende apostas diretamente ao público. A empresária afirma que a empresa atua apenas como organizadora de bolões, reunindo amigos, conhecidos e internautas para apostas coletivas, sem ofertar serviços lotéricos próprios.
Em agosto, a empresa chegou a sofrer uma decisão judicial desfavorável, que determinou a suspensão da divulgação de suas atividades e a retirada de todo o conteúdo relacionado à Unindo Sonhos das redes sociais. No entanto, a medida foi posteriormente derrubada pelo desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que autorizou a continuidade das atividades até o julgamento final da ação.
A decisão do TRF-1 segue entendimento semelhante ao de um ofício publicado em 2024 pelo Ministério da Fazenda, que avaliou que plataformas desse tipo não administram serviços lotéricos, mas apenas intermedeiam a participação de apostadores nos jogos oficiais da Caixa. Esse posicionamento tem sido usado como base para a defesa de empresas do setor.
No site oficial, a Unindo Sonhos se define como uma empresa criada para “ajudar pessoas a realizar metas, sonhos e objetivos”, promovendo uma mudança de vida “consciente” por meio de bolões. Em nota, Paulinha Leite afirmou que o processo não é exclusivo contra sua empresa e envolve outros sites do mesmo segmento, reforçando que a atuação da Unindo Sonhos ocorre de forma “completamente legal” e autorizada até decisão final da Justiça.




