Liliane Amorim, influenciadora digital em Juazeiro do Norte, no Cariri, morreu ao contrair uma infecção generalizada após três perfurações intestinais durante a cirurgia de lipoaspiração realizada no mês de janeiro. A informação consta no laudo pericial recebido pela família da vítima.
“O laudo é essencial para a investigação criminal. Ele é a principal prova que o delegado vai se embasar e corrobora com o nosso entendimento de que o médico cometeu um erro”, comenta a advogada Débora Araújo Alencar, que acompanha a família da influenciadora.
“O médico legista na conclusão atesta que a causa mortis da Liliane foi uma infecção generalizada decorrente das lesões intestinais por instrumento puntiforme, que são justamente os instrumentos que o médico utiliza para fazer a lipoaspiração”, completa a advogada Débora Alencar.
Familiares da influenciadora ainda são escutados pela Polícia Civil. Há expectativa de que o médico Benjamin Alencar, apontado como responsável pela morte, segundo os parentes, preste depoimento até o fim de semana. Com a finalização do inquérito, o documento será remetido ao Poder Judiciário.
Durante a tarde, o GCMAIS procurou o médico para comentar o laudo apresentado pela família de Liliane. Em nota, Benjamim Alencar afirmou que "ainda está obtendo acesso aos autos e tomando conhecimento do conteúdo, motivo pelo qual não se manifestará neste momento".
Em uma nota anterior, divulgada após a morte, afirma que todos os procedimentos médicos foram obedecidos. Leia a íntegra:
“O médico cirurgião plástico realizou procedimento em uma unidade hospitalar de referência, apropriado para o ato, observando rigorosamente todas as exigências regulamentares e legais. Além disso, todas as normas técnicas para realização do procedimento cirúrgico e do pós-operatório foram integralmente observadas, de acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e para a prática da cirurgia”, disse a assessoria jurídica de Dr. Benjamim.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica informou, em nota, que é necessário ponderar a existência de riscos nos procedimentos. “Entretanto, a análise da conduta profissional, dos fenômenos orgânicos da paciente, somados às condições estruturais na realização do procedimento elencado, é que trarão uma razão de juízo acerca de causas e efeitos de cada caso concreto. Para tanto, órgãos e autoridades oficiais, são investidos de poderes na emissão de pareceres técnicos fundamentados. Tem-se por óbvio que qualquer pré-julgamento acerca de fatos não comprovados, se trata de mera especulação e exploração sensacionalista de um momento delicado como tal”.




